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  • República Tcheca assume comando da UE neste segundo semestre
    A República Tcheca assume nesta sexta-feira (1º) a presidência rotativa da União Europeia (UE). Nos próximos seis meses, o país terá que lidar com a crise dos refugiados ucranianos – a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra e a segurança energética do bloco europeu, entre outras questões importantes. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas A presidência tcheca da União Europeia será dominada pelas consequências da guerra na Ucrânia, a crise dos refugiados – o país acolheu cerca de 350 mil ucranianos fugidos do conflito – e a ajuda na reconstrução da Ucrânia pós-guerra. Depois da Polônia, a República Tcheca é provavelmente o país que mais apoia Kiev. No programa que traçou para a sua liderança semestral, que sucede a presidência francesa, Praga promete apoiar “os esforços da UE para defender a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.” O novo governo da República Tcheca, que tomou posse em dezembro do ano passado, é liderado pelo primeiro-ministro conservador, Petr Fiala, um historiador e cientista político de 58 anos que passou muito tempo na oposição e conseguiu reunir uma coalizão liberal que engloba partidos de centro-direita à centro-esquerda. Fiala derrubou o magnata Andrej Babis envolvido no caso “Pandora Papers” e em acusações de fraudes. Logística para o inverno europeu Em meio a uma guerra que já dura 125 dias e uma crise econômica galopante que mergulha o continente em protestos e inflação, a República Tcheca, este pequeno país da Europa Central, terá também pela frente a árdua tarefa de garantir que o bloco europeu tenha gás natural armazenado suficiente para enfrentar qualquer interrupção no fornecimento do gás russo antes do  inverno, tudo isso, sem abrir mão dos planos de “descarbonizar” a economia europeia. Apesar das ameaças de Moscou em aumentar os cortes de gás, a comissária de energia da UE, Kadri Simson, disse que as reservas do bloco devem estar 90% cheias até 1º de novembro. No início do mês, a companhia russa Gazprom cortou totalmente o fornecimento de gás natural para a Holanda, Polônia, Finlândia e Bulgária. A medida foi uma retaliação à recusa destes países a pagarem pelas importações de gás em rublos. Na semana passada, a Alemanha elevou o nível de alerta energético após os cortes de gás russo, deixando os alemães mais próximos de um racionamento. Praga vai coordenar negociações sobre clima A União Europeia estabeleceu uma meta para reduzir os gases de efeito estufa no bloco em 55% até 2030, em comparação aos níveis de 1990, e atingir a neutralidade climática até 2050. Agora será preciso passar da promessa à ação. Praga terá a missão de supervisionar as negociações entre o Parlamento e o Conselho Europeu sobre o chamado “Fit for 55”, um plano ambicioso da Comissão Europeia para a redução de emissões. Esta semana, a União Europeia obteve um acordo histórico para eliminar carros com motor a combustão até 2035. Com isso, a partir desta data, todos os carros novos deverão ter emissão zero no continente. Além destas metas climáticas, outros destaques na agenda da presidência tcheca da UE serão fortalecer as capacidades de defesa da Europa, cibersegurança e reforçar a resiliência estratégica da economia e das instituições democráticas do bloco europeu. O lema da presidência do Conselho Europeu da República Tcheca é uma citação do ex-presidente do país, Haclav Havel, “A Europa como uma tarefa.”
    7/1/2022
    5:05
  • "É evidente o desespero", diz analista sobre pacote de benefícios do governo Bolsonaro antes das eleições
    Em meio a crises e escândalos, o governo brasileiro tenta emplacar pacote de bondades que pode custar mais de R$ 38 bilhões aos cofres públicos. Mas o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral alerta que manobras como essa põem em risco a economia e também a democracia. Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília Num desespero eleitoral escancarado, o governo tentará votar nesta quinta-feira (30) uma emenda à Constituição que amplia o Auxílio Brasil, o Auxílio-gás, concede uma ajuda a caminhoneiros, prevê uma compensação aos estados para garantir o transporte gratuito de idosos, além de ajudar a cadeia produtiva do etanol. Tais medidas, mesmo furando o teto de gastos, até poderiam ser consideradas num Brasil de fome e problemas estruturais graves. Porém, o detalhe perigoso dessa manobra é que ela está sendo construída a três meses da eleição, tanto que para burlar a lei eleitoral a proposta virá com a previsão de que seja decretado estado de emergência no país. Uma iniciativa que pode cair no gosto dos políticos, virar jurisprudência nos corredores de Brasília, trazendo riscos para a democracia e para as contas públicas, disse à RFI Melillo Diniz, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e do Portal Inteligência Política. “As ações do presidente mostram profundo descaso com as contas públicas. Só que o governo passa e o rombo continua. A conta chegará depois. Além disso, é evidente o desespero, é evidente a tentativa de passar por cima das regras eleitorais. E ele ainda tenta convencer que sua preocupação é com os mais pobres”. A proposta está sendo capitaneada no Congresso pelo ex-líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB/PE), e precisa passar por duas votações no Senado e depois na Câmara. “Sei que devem vir críticas, é do jogo político. Mas a maioria dos senadores, em especial dos líderes, tem mostrado que a proposta tem apoio suficiente para ser aprovada”. Ele destaca que a ajuda prevista na PEC é temporária, acaba em dezembro. “Tirando a inscrição de novas famílias no Auxílio Brasil, que continuarão no programa, as outras medidas serão finalizadas este ano”. Em ano eleitoral é difícil alguém votar contra benefícios sociais, mas a oposição pediu algumas horas a mais para analisar o texto. “O que este estado de emergência permite? Que limites haverá nisso? Somos a favor de elevar a ajuda às famílias pobres. Se a proposta quiser dar mil reais a um milhão de pessoas, seremos a favor. Mas como só agora o governo se deu conta dessa necessidade, a menos de cem dias da eleição?”, indagou o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), que destacou que ‘foi o próprio governo que, em maio, encerrou o estado de emergência sanitária.” Diante das pressões, os governistas aceitaram retirar o artigo que isentava esses novos benefícios de qualquer restrição legal, o que vinha sendo considerado um cheque em branco para o presidente. É possível reverter o jogo eleitoral? A avaliação no meio político é de que noventa dias pode até ser um período considerável para um pleito, mas fazer o governo dar certo é outra história. Alguns assuntos políticos, como o escândalo de corrupção no MEC, envolvendo suposto esquema de cobrança de propina de prefeituras, continuam na pauta e nesse caso com pressão para uma CPI. O analista Melillo Diniz acha que as principais cartas já estão na mesa e que há pouca margem de mudança, tanto para o governo quanto para uma via alternativa. “O tempo está se esvaindo. Os problemas criados por Bolsonaro a si próprio ficam cada vez mais difíceis de serem superados. As pesquisas mostram consolidação dos que apoiam Bolsonaro e dos que apoiam Lula, num cenário em que a terceira via não se consolidou”, avalia Melillo. Para ele, “estamos diante de uma situação em que há muito pouca margem de manobra. A não ser que aconteça o imponderável, esse personagem onipresente quando falamos em eleições brasileiras”. Assédio na Caixa As acusações graves contra Pedro Guimarães, de que ele assediava sexualmente e moralmente funcionárias e servidores do banco, mostra como o governo tem dificuldade para administrar crises. O caso já tinha estourado há mais de um dia, com a reportagem do portal Metrópole, e a saída de Guimarães só veio no fim da tarde desta quarta-feira, depois de uma enxurrada de críticas e após o relato detalhado de mulheres ganhar as manchetes e a redes sociais. “É inadmissível que uma autoridade se valha do cargo para cometer assédio reiteradas vezes contra suas subordinadas. E mesmo com tudo isso, Pedro Guimarães ainda participou como presidente da Caixa de evento para divulgar o plano safra nesta quarta, com direito a discurso. Era caso de demissão sumária”, afirmou a senadora Eliziane Gama (Cidadania/MA). “São denúncias que vão além do assédio verbal, mas de contato físico. Ele era dos mais próximos do presidente Bolsonaro. E estamos vendo isso há dois dias e ele continua no cargo quando deveria estar preso porque isso é crime”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE). No fim do dia, saiu a nomeação de Daniella Marques como nova presidente da Caixa Econômica. Ela era um dos braços de Paulo Guedes e estava à frente da secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. O Ministério Público abriu investigação para apurar denúncias de servidoras da Caixa. Em nota, Pedro Guimarães disse que as acusações são inverídicas e atingiram de forma cruel os dois filhos, a esposa e ele, casado há 18 anos. Afirmou que no momento certo irá mostrar a verdade. Num momento de crises e desafios eleitorais, uma foto oficial de Bolsonaro ao receber no Palácio do Planalto um jornalista do canal americano Fox News está dando o que falar. A decoração do espaço presidencial tem, ao fundo, uma estante onde se avistam um símbolo da Caixa e uma miniatura do piloto Nelson Piquet, que se vê em meio à polêmica por declarações consideradas racistas contra Lewis Hamilton, a quem se referiu como ‘neguinho’. Não bastasse, Bolsonaro ainda colocou um cocar indígena na cabeça do jornalista.
    6/30/2022
    6:49
  • Entenda quais motivos levaram a Turquia a aprovar candidaturas da Suécia e Finlândia à Otan
    Depois de seis semanas de ameaça de veto, o governo turco chegou a um acordo com a Suécia e a Finlândia sobre exportação de armas e combate ao terrorismo. O aval de Ancara abre caminho para que os dois países nórdicos, vizinhos da Rússia, reforcem a aliança inimiga de Moscou, após décadas de neutralidade militar. Fernanda Castelhani, correspondente da RFI em Istambul A declaração veio após uma reunião na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Madri, na terça-feira (28). O encontro contou com a participação do presidente finlandês, Sauli Niinisto, da primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. A negociação durou mais de duas horas e foi intermediada pelo secretário-geral da aliança atlântica, Jens Stoltenberg.   Exigências turcas atendidas Desde maio, assim que Suécia e Finlândia se candidataram à Otan, o governo turco vinha adiantando que votaria "não" à adesão desses países ao bloco militar. Mas agora “a Turquia conseguiu o que queria”, diz o comunicado divulgado por Ancara. Suas exigências foram aceitas por Estocolmo e Helsinki, como a suspensão do embargo à entrega de armas à Turquia, que foram impostas em 2019 depois de desacordo com Estados Unidos na Síria.  A Suécia e a Finlândia também vão proibir "atividades de angariação de fundos e recrutamento" para o grupo separatista curdo, o PKK. Além disso, não apoiarão mais a ala síria curda, Unidades de Proteção Popular, atuante na fronteira com a Turquia. Nem o Feto, grupo ligado ao clérigo turco refugiado nos Estados Unidos, Fetullah Gulen, apontado por Erdogan como mandante da tentativa de golpe militar na Turquia, em 2016. Turquia em posição estratégica Para além do aval à entrada de dois novos países na Otan, a Turquia vê sua posição estratégica, entre Ocidente e Oriente, ganhar destaque. O país, que serve de mediador na guerra entre Rússia e Ucrânia, vende drones para Kiev, por um lado, e, de outro, impede sanções contra Moscou na ONU. Ancara sabe da vulnerabilidade da sua localização: ao sul da Rússia, com acesso ao Mar Negro, dividindo fronteiras com Síria, Iraque e Irã, além da longa costa mediterrânea. São características que contribuíram para a influência da Turquia na aliança atlântica, que agora encerra uma disputa interna com uma resposta efetiva frente à Rússia.  Ancara alegava que não poderia aceitar nações que apoiam grupos contrários à segurança de um dos membros da Otan. Isso porque, a partir dos anos 1980, os países nórdicos receberam refugiados políticos curdos. Erdogan pedia a extradição de alguns curdos para serem julgados por Ancara. Por isso, o memorando assinado pela Turquia, a Suécia e a Finlândia descreve princípios para extradição relacionados ao terrorismo, mas não lista casos individuais, ou seja, cidadãos específicos.    Reconciliação com os EUA O encontro mais esperado por Erdogan deve ocorrer nesta quarta-feira (29). Ele conversou com o presidente americano, Joe Biden, antes de viajar a Madri, mas está prevista uma reunião presencial paralela à cúpula.  A relação entre Ancara e Washington está abalada desde que os Estados Unidos retiraram as tropas da Síria, há três anos. Quando a aliança militar com o Ocidente estremeceu, a Turquia foi excluída do programa americano de aviões de combate F-35, justamente no momento em que o Exército turco resolveu comprar armamento russo. Agora o governo de Ancara está na expectativa da aprovação do Congresso americano para adquirir de Washington jatos de ataque F-16.  Por conta das objeções turcas à admissão da Suécia e da Finlândia, a previsão era de que Washington barrasse o projeto, mas agora a expectativa é de avanço. O governo de Biden considera a possibilidade de fornecer jatos do modelo pretendido pela Turquia, mas de uma geração mais antiga. Este será o principal tema da reunião com o líder democrata, segundo Erdogan, que se posiciona agora como um importante estrategista global, um ano antes das eleições presidenciais por aqui.
    6/29/2022
    4:20
  • Cúpula da OTAN em Madri deve anunciar resposta mais efetiva à ofensiva russa na Ucrânia
    Cúpula da OTAN se reúne a partir desta terça-feira (28) em Madri, na Espanha. Entre as pautas principais do evento estão a posição da organização diante do conflito entre Rússia e Ucrânia e a adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança Atlântica.  Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em Madri Quem caminha por Madri nesta terça-feira (28) nota que a cidade está diferente. As mudanças vão desde algumas linhas de transporte público e ruas fechadas, a um intenso policiamento em pontos estratégicos da cidade. De 28 a 30 de junho, o ministério do Interior espanhol mobiliza 6.550 policiais nacionais e 2.400 civis, contando ainda com o apoio de 1.200 agentes da polícia municipal para receber, na capital do país, a reunião da cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O evento conta com a presença de representantes dos 30 estados-membros da organização e países convidados, totalizando 40 delegações e cerca de 5 mil pessoas. A Espanha acolhe a cúpula da OTAN em um ano simbólico, já que, em 2022, o país celebra o 40° aniversário de adesão à Aliança, mas, principalmente pelo contexto em que acontece a reunião. Com o conflito entre Rússia e Ucrânia, espera-se que saiam do encontro resoluções diretamente ligadas à guerra. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, declarou no primeiro dia da cúpula que a Ucrânia sofre "uma brutalidade nunca vista na Europa desde a Segunda Guerra Mundial". Por isso, "é muito importante que continuemos dispostos a fornecer ajuda", disse Stoltenberg, assegurando que a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte chegará a um acordo sobre "um novo pacote completo de assistência" à Ucrânia. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que acompanha Stoltenberg, afirmou que pretende transmitir uma mensagem face à guerra na Ucrânia. O objetivo da cúpula é transmitir "uma mensagem de unidade entre as democracias, que se reúnem para defender a democracia, para defender os valores que nos unem, que são os valores da liberdade, pluralidade política, respeito aos direitos humanos e também da defesa de uma ordem internacional baseada em regras", afirmou o presidente anfitrião. Compromissos militares Um dos momentos mais esperados desta terça-feira, é a reunião do chefe de governo espanhol, Pedro Sanchez, com o presidente americano Joe Biden. Este é o primeiro encontro oficial entre os dois líderes. Biden também vai ter uma audiência com o rei da Espanha, Felipe VI, e participará de um jantar oferecido pela monarquia no palácio real. Da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos já havia sinalizado que os encontros representam a forte relação bilateral que há entre os dois países. Jake Sulivan, principal conselheiro diplomático e militar do presidente americano, indicou nesta terça-feira, a jornalistas que o acompanhavam a bordo do Air Force One, em direção a Madri, que os Estados Unidos farão "anúncios específicos" sobre "novos compromissos militates em terra, mar e ares a longo prazo", na europa, principalmente no leste do continente.  As reuniões maiores, envolvendo toda a cúpula, começam a acontecer a partir de quarta-feira (29). No decorrer dos próximos dias, há uma grande possibilidade de que a OTAN anuncie uma ampliação de sua estratégia em relação ao combate à ofensiva russa. Na agenda oficial, divulgada pela organização, estão temáticas como os prejuízos que a invasão à Ucrânia tem causado à segurança de toda a Europa e a forma como a aliança tem abordado outros desafios, além da guerra, como a crescente influência da China na geopolítica mundial, assim como as consequências das mudanças climáticas para a segurança global. Ampliação da ofensiva Doutor em sociologia, Cleyton Monte ressalta que a cúpula da organização se reúne num momento de ampliação da ofensiva russa e que, deste modo, a aliança deve também ampliar sua resposta. “A reunião deve mudar a estratégia da OTAN, reforçar a fronteira oriental dos países do leste europeu, colocar em guarda ativa 300 mil soldados e articular uma resposta. Eu acredito que a pauta, o enfoque, vai ser buscar uma resposta mais efetiva, incluindo o envio de mais armas para a Ucrânia e o reforço das tropas ucranianas”. O especialista destaca ainda que a nação ucraniana não recebeu, até então, a ajuda esperada dos aliados do ocidente. “No começo da guerra, houve uma série de promessas não concretizadas. Esta é, inclusive, a crítica do presidente Zelensky, que cobra armamento, ajuda humanitária e uma pressão sobre a Rússia que ainda não veio, ainda é muito pouco. Por isso, o conflito se estende”, conclui. Outro ponto importante do encontro de Madri é a entrada na Aliança de dois vizinhos da Rússia, Suécia e Finlândia, solicitada após a invasão da Ucrânia e que enfrenta oposição da Turquia - que considera os dois países amigos dos separatistas curdos. "Esperamos avançar na adesão da Finlândia e da Suécia", disse Stoltenberg, que tentará desbloquear a situação no encontro que realizará hoje com os três países mencionados.
    6/28/2022
    4:30
  • G7 amplia sanções contra Rússia visando ouro, petróleo e equipamentos militares
    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa nesta segunda-feira (27) à distância da cúpula de líderes do G7, iniciada na noite de domingo no sul da Alemanha. Zelensky deverá pedir mais armas para combater o Exército russo. Os dirigentes do grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido decidiram endurecer as sanções contra Moscou e discutem meios de atenuar a crise energética e alimentar decorrente da guerra na Ucrânia. Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim Os líderes do G7 se esforçam para enviar um forte sinal de unidade a Vladimir Putin. Logo no início do encontro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que as nações do G7 vão banir as importações de ouro da Rússia. Um anúncio formal sobre a medida deve ser divulgado nesta terça-feira (28), no final da cúpula, que acontece no castelo de Elmau, nos Alpes Bávaros. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que sancionar o ouro russo vai "atingir diretamente oligarcas e atacará o coração da máquina de guerra de Putin". Não só Estados Unidos e Reino Unido anunciaram apoio à proposta, como também Canadá e Japão. O ouro é a segunda maior fonte de renda em exportações da Rússia, depois de combustíveis fósseis. O país é o terceiro maior produtor mundial de ouro e faturou quase US$ 15,5 bilhões no ano passado com a mercadoria. O G7 também discute a adoção de um mecanismo para limitar o preço do petróleo russo em nível global, um projeto que exigirá estreita coordenação entre os países e o setor privado, segundo fontes americanas. Washington ainda propõe o aumento de taxas alfandegárias de produtos russos, para reverter em fundos à Ucrânia. Novas sanções para restringir o acesso de Moscou a equipamentos militares também estão sobre a mesa de negociações.    Ameaça chinesa A China também esteve na agenda desde o primeiro dia de negociações. O G7, que se considera um contrapeso democrático à potência autocrata chinesa, lançou um plano de investimentos em infraestrutura de US$ 600 bilhões para países em desenvolvimento. A iniciativa é uma resposta direta ao avanço da influência global de Pequim. Batizado de "Parceria para Infraestrutura e Investimento Global", o plano tem como meta elevar o desenvolvimento em países de baixa e média renda, fortalecer a economia do planeta e as cadeias de distribuição. O pacote prevê investimentos nos próximos cinco anos em áreas como a proteção climática, no setor de energia, de saúde e na infraestrutura digital. Esse plano do G7 em países em desenvolvimento é uma reação à iniciativa conhecida como Nova Rota da Seda, lançada por Pequim em 2013. O projeto resultou em investimentos em mais de 70 países, sobretudo em nações pobres da Ásia e África. Vários desses países estão em tradicionais áreas de influência dos Estados Unidos e da União Europeia. Críticos veem essa iniciativa chinesa como uma tentativa de Pequim de assegurar rotas comerciais e o acesso a matérias-primas por meio de empréstimos que agravarão os problemas de endividamento dos países mais vulneráveis. Apoio à Ucrânia No segundo dia, o encontro continua girando em torno da guerra na Ucrânia, incluindo a participação por videoconferência do presidente Volodymyr Zelensky. O líder ucraniano voltou a pedir maior ajuda militar do Ocidente depois que mísseis atingiram neste domingo a capital do país, Kiev. Estão previstos também encontros com os líderes dos países convidados, que são este ano Indonésia, África do Sul, Índia, Senegal e Argentina, São democracias que até agora não estão na mesma linha que os países do G7 na questão das sanções a Moscou, mas que são economias importantes. A esperança é que esses países possam ser convencidos a colaborar com as sanções ocidentais. Outro problema que deve ser tema na cúpula do G7 nesta segunda-feira é a crise alimentar em países menos favorecidos. A invasão russa na Ucrânia bloqueou as exportações de cereais, causando fome em países dependentes do trigo e grãos ucranianos. São esperados anúncios de novos pacotes de ajuda concreta das sete nações mais ricas. Protestos Os protestos anticapitalistas frequentes nos encontros do G7 estão mais brandos do que os registrados nas últimas cúpulas. No fim de semana, milhares de pessoas fizeram manifestações em Garmisch-Partenkirchen – um resort alpino próximo ao local do encontro – e em Munique. No entanto, a participação foi menor do que há sete anos, quando a Alemanha sediou a última cúpula do G7. Em Munique, por exemplo, os protestos reuniram entre 4 mil e 6 mil pessoas, muito abaixo das 20 mil esperadas. Nesta segunda-feira estão previstos novos protestos nas proximidades do castelo de Elmau. A segurança segue reforçada no local, com um total de 18 mil policiais que foram deslocados para a região.
    6/27/2022
    5:12

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