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Tempo ao Tempo

Rui Tavares
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  • Tempo ao Tempo

    No século XVIII já havia Inteligência Artificial? Conheça o Turco Mecânico, o autómato que ganhava sempre ao xadrez

    12.2.2026 | 20 Min.
    O que nos intriga, aproxima e afasta da inteligência artificial? Porque é que nos deixamos seduzir e, ao mesmo tempo, assustar por ela?
    Há poucos dias, circularam relatos de que existiria uma rede social habitada apenas por bots – programas concebidos para automatizar tarefas e simular interacções humanas – onde agentes de IA conversariam entre si, se queixariam dos seus humanos e inventariam uma língua secreta. Fascinante? Inquietante?
    Esta ambivalência diante da máquina, que parece emancipar‑se e ultrapassar‑nos, não é nova. Muito antes da era digital, o século XVIII conheceu o fascínio pelos autómatos e multiplicou engenhos capazes de executar movimentos e tarefas “sozinhos”: pianos automáticos, caixas de música, bonecos articulados ou fonógrafos. Dispositivos exuberantes, perante os quais a alta sociedade se deixava iludir.
    É nesse horizonte que Rui Tavares recupera a história do Turco Mecânico, o autómato que jogava xadrez nas cortes europeias a partir de 1770. Inventado por Wolfgang von Kempelen, foi apresentado como um jogador mecânico invencível, capaz de derrotar filósofos, aristocratas e, mais tarde, figuras como Benjamin Franklin ou Napoleão. Esse engenho que percorre a Europa e os Estados Unidos da América, porém, está longe de ser tão mecânico e tão autómato quanto aparenta, como acabará por se revelar.
    O que escondia, afinal, o Turco Mecânico? E quem são estes bots que hoje se entretêm a falar de nós nas suas próprias redes? Estaremos perante uma tecnologia que se emancipa ou, como no século XVIII, diante de um ilusionismo sofisticado – um truque com pouca magia, mas com muito engenho?
    A ilustração deste episódio foi feita com recurso a IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa.
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  • Tempo ao Tempo

    O último Presidente: Quem foi Bernardino Machado, o carioca que se tornou presidente da Primeira República?

    05.2.2026 | 22 Min.
    Duas vezes presidente, duas vezes deposto, duas vezes exilado. Nonagenário, confinado ao Norte pelo Estado Novo, dita memórias à filha: “Nasci no Rio de Janeiro”. Bernardino Machado, a figura que Rui Tavares nos traz neste episódio, nasceu no Brasil em 1851, cresceu num Império escravocrata, entre o comércio do pai minhoto e a boa sociedade da mãe brasileira, e foi criado por Máxima, a escravizada que o leva à escola.
    Aos nove anos muda-se para o Minho e, poucos anos mais tarde, radicaliza-se nas ideias republicanas e socialistas do ambiente estudantil de Coimbra, para onde se foi formar. Em 1872, optou pela nacionalidade portuguesa, servindo no exército e afirmando-se como português por escolha e serviço.
    Embora tenha sido ministro da monarquia, Bernardino Machado evoluiu do liberalismo monárquico para o republicanismo social, próximo do socialismo democrático, articulando facções no Partido Republicano Português.
    Embaixador no Brasil após 1910, regressa para liderar a “União Sagrada” na Grande Guerra. Presidente em 1915 deposto em 1917, e reeleito em 1925, cai em seis meses com o golpe de 28 de maio de 1926.
    Carioca e minhoto, intelectual e militante, quem foi Bernardino Machado, o homem de consensos que encarna o último fôlego da Primeira República?
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  • Tempo ao Tempo

    Manuel Teixeira Gomes, o presidente que se demitiu e a primeira-dama invisível

    29.1.2026 | 38 Min.
    Há 100 anos, em dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes abandonava a Presidência da República Portuguesa e embarcava no cargueiro holandês Zeus, rumo ao Mediterrâneo. Este algarvio de Portimão (1860-1941), penúltimo presidente da Primeira República, deixava para trás um país em convulsão rumo ao fim do regime republicano e ao 28 de maio de 1926.
    Filho de comerciantes de figos, estudou medicina em Coimbra e radicalizou-se na boémia lisboeta. Publicou “Inventário de Junho” (1899) e “Gente Singular” (1909), foi diplomata em Londres, defendeu colónias na I Guerra e foi vice-presidente da Sociedade das Nações.
    Eleito presidente em 1923, enfrentou 6 governos instáveis e golpes militares. Impopular, renunciou a 10/12/1925 e exilou-se em Bougie (Argélia), prevendo o colapso republicano. Chamou Portugal “a pátria erodida pela inveja”.
    Mas, quando desertou, deixava também Belmira das Neves, filha de pescadores de Portimão que tomou como companheira quando ela tinha apenas 15 anos e ele 40. Mãe das suas filhas Ana Rosa (1906) e Maria Manoela (1910), Belmira nunca pisou Belém nem acompanhou as viagens diplomáticas pela Europa. Ficou no Algarve como primeira-dama invisível, esquecida pela elite republicana.

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  • Tempo ao Tempo

    O explorador que percorreu a Gronelândia a pé, ganhou o prémio Nobel da Paz e criou um passaporte humanitário: Fridtjof Nansen

    22.1.2026 | 20 Min.
    O que liga a Gronelândia, o Prémio Nobel da Paz, a Liga das Nações para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso país? A resposta é Fridtjof Nansen, o explorador do Ártico que teve a audácia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronelândia, em 1888, até à actual cidade de Nuuk. Unindo o seu conhecimento científico em zoologia com desenvolvimentos técnicos para enfrentar as condições mais inóspitas, Nansen explorou o território do Ártico gelado.​
    Mas além de explorador, na vida de Nansen couberam muitas vidas. Dedicou-se à zoologia, desenvolveu equipamentos modernos que permitiram outras expedições, e foi nomeado Alto Comissário da Liga das Nações após a Segunda Guerra Mundial, onde criou o Passaporte Nansen, gesto humanitário que beneficiou Calouste Gulbenkian e salvou 450 mil apátridas.​
    Mas afinal, em que medida tudo isto se relaciona com o verdadeiro espírito do tão falado e recentemente cobiçado Prémio Nobel da Paz?
    Hoje Rui Tavares leva-nos a conhecer a maravilhosa vida de Fridtjof Nansen, cuja imaginação, técnica, coragem e humanismo nos deve inspirar e dar esperança.
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  • Tempo ao Tempo

    Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda

    15.1.2026 | 30 Min.
    Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento operário anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926.
    Fundado em 1919 pela União Operária Nacional, A Batalha era já, em 1926, um diário de referência. Ao invés de mera publicação doutrinária, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idealizara um jornal capaz de ocupar espaço na imprensa periódica nacional e participar activamente no debate político. Assim, conjugava textos ideológicos com temáticas diversas, competindo nas bancas com comerciais como Diário de Notícias ou O Século.
    A partir do Almanaque, distribuído gratuitamente no início de 1926, Rui Tavares acompanha o início da história deste jornal, e reflecte sobre o papel político do anarcossindicalismo e do movimento operário durante a Primeira República.
    O Almanaque, como é da sua natureza, apontava a previsibilidade do tempo: efemérides do calendário, ciclo das estações, marés e fases da Lua. Não podia prever, contudo, a mais impactante efeméride do ano: o dia 28 de maio, quando a República chegava ao fim e o tempo histórico tomava novo rumo.
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Über Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.
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